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clube do choro em brasília foi responsável por pedir que o chorinho virasse patrimônio cultural imaterial do brasil

Chorinho Agora É Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro Pelo Iphan

O Choro surgiu como gênero musical por volta de 1870, no Rio de Janeiro com o lançamento de ‘Flor Amorosa’, de Joaquim Callado. Com o tempo, o Chorinho ganhou mais força e nomes como Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha se consagraram no gênero. E hoje, mais de 150 anos depois, esse gênero 100% brasileiro se torna oficialmente Patrimônio Imaterial do nosso país por declaração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O dia Nacional do Choro é comemorado em 23 de Abril, em homenagem à data de nascimento de Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Maestro Pixinguinha, em 1897. A data é comemorada no Brasil desde 2000. Antes disso, em maio de 1956, Pixinguinha recebeu uma homenagem do então prefeito Negrão de Lima, com uma rua no bairro de Ramos, que levaria o seu nome, local onde morava.

Diferente do patrimônio material, que se refere a lugares ou objetos específicos, o patrimônio imaterial diz respeito a saberes culturais e tradições passados de uma geração para a outra e que são importantes para a criação da identidade cultural de uma sociedade, como danças, festas, lendas e, claro, gêneros musicais.

A proposta do registro veio do Clube do Choro de Brasília, maior referência da capital quando o assunto é o Chorinho. Inaugurado oficialmente em 2012 no Eixo Monumental – principal avenida da cidade -, o clube é um projeto do famoso arquiteto Oscar Niemeyer. O Clube do Choro nasceu com a influência de Jacob do Bandolim, que se mudou para Brasília em 1967 para terminar um tratamento médico. Na cidade, Jacob realizava saraus com instrumentistas locais, muitos dos quais eram funcionários públicos que também eram novos moradores da cidade. Foi assim que nasceu o grupo que mais tarde daria origem ao Clube de Choro como o conhecemos hoje.

Clube do Choro Brasília | Foto: Divulgação

Em comunicado oficial do Iphan, o presidente do instituto, Leandro Graas, ressaltou a importância do Choro para nossa cultura e sua presença pelo Brasil todo. “Passa a ser objeto da Política do Patrimônio Cultural brasileiro. Nosso compromisso agora é torná-lo ainda mais conhecido e amado, para que possa também ser um instrumento de Educação Patrimonial”, disse.

A declaração do Iphan torna o Choro o 53º Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, se juntando a outras tradições famosas do país, como o Forró, a capoeira e as rodas de Samba. A decisão foi tomada ontem (29/02) em reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural da entidade e aprovada por unanimidade entre os 22 conselheiros presentes.

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