Se tem uma coisa que não falta em 2025 é música boa, e essa seleção do Jazzmasters aqui é daquelas de tirar o fôlego – ou pelo menos te fazer mexer o pé sem perceber. Vamos lá! Que edição!!!
Direto da Inglaterra, Flevans chega com um groove tão pegajoso que parece cola de sapateiro. ‘Forever’ tem aquele soul contemporâneo maroto, um chute certeiro em dois minutos e meio de pura elegância dançante. E o cara tem currículo, já passou por gravadoras de respeito, mas agora joga no próprio time: a Nearby Bear Recordings.
Os canadenses do Busty and the Bass chegam com aquele R&B alternativo que derrete até coração de pedra. ‘I’m Not Here’ é sobre se jogar num amor sem paraquedas – o que, convenhamos, pode acabar num pouso forçado. O som tem sintetizador, emoção e um novo EP, The Mannequin, que deu o bote em fevereiro.

Quem vem na sequência é o mestre da fusão entre jazz, hip-hop e R&B, Terrace Martin que está de volta com Albion Files, um álbum que transita entre o neo-soul e o jazz como quem atravessa um sinal verde em Los Angeles. O cara já tocou com todo mundo – de Kendrick Lamar a Herbie Hancock – e segue distribuindo pérolas sonoras com a elegância de sempre. Destaque para ‘Not Sharing’, um dueto com Ogi que soa como um abraço quente numa noite fria.
Se você ainda não conhece Indira May, está na hora de sair debaixo dessa pedra. A britânica tem um vocal aveludado e compõe como quem manda cartas perfumadas pro futuro. ‘don’t feed the sharks’ é um pop alternativo cheio de soul e já está acumulando milhões de streams. Os tubarões que se cuidem.

A holandesa Shaynah faz sua estreia de gala com “Let That Go”, um neo-soul classudo que fala de amor, perda e autodescoberta com a tranquilidade de quem sabe que música boa dispensa pressa. E ainda tem Tiffany Gouché no “featuring” – ou seja, não tem erro!
Essa aqui é uma viagem sonora! Zola Marcelle mistura jazz, soul e experimentação com um pé no Zimbábue e outro em Londres. Seu álbum Home é um mergulho profundo na identidade, cultura e no que significa “pertencer” em um mundo que muda mais rápido que a programação do streaming.
Os lendários Miracles são o exemplo vivo (e cantado) de que a Motown nunca morre. Essa aqui vem da fase pós-Smokey Robinson e traz Billy Griffin no vocal, mostrando que a chama do Soul continua acesa – e ardendo bonito!
De Oakland para o mundo, The Natural Four traz aquele soul dos anos 70 produzido por ninguém menos que Leroy Hutson, braço direito de Curtis Mayfield. Groove sincero e melodia apaixonante, do tipo que faz até casal brigado se reconciliar.
Vindo da fria Escócia, mas com um som quente de derreter iceberg, Brooke Combe estreia seu álbum Dancing At The Edge Of The World com uma ajudinha de Tom McFarland, do Jungle. Soul moderno, cheio de classe e personalidade.

A britânica Eska já cantou com Zero 7, Grace Jones e Bobby McFerrin, mas sua carreira solo é um espetáculo à parte. Mistura jazz, pop e um quê de experimentalismo sem perder a essência soul. É pra ouvir e flutuar.
Cornell C.C. Carter é daqueles artistas que carregam o DNA do Soul na garganta. Com uma carreira que inclui parcerias com James Brown e Ray Charles, seu novo álbum Expressions Of Soul é um testamento musical sobre amor, vida e tudo mais que faz a gente sentir.
E pra fechar com chave de ouro, o mestre Curtis Mayfield, porque clássico é clássico e vice-versa. ‘Never Stop Loving Me’ vem do álbum Something To Believe In (1980), mas soa tão atual que parece ter sido gravada ontem. A produção tem aquele toque de Keni Burke, que sabe muito bem como fazer um baixo cantar.
É isso, minha gente! Se a música é a trilha sonora da vida, essa seleção aqui é um festival inteiro de emoções. Agora é só dar o play e deixar o som levar. 🎶🔥
Ainda não ouviu?? Ouça o Jazzmasters aqui.
Assista o primeiro single de Zola Marcelle, para o álbum de estreia, Home, lançado em 28 de Março de 2025.